Carepa de laminação

Como remover a carepa de laminação do aço: ferramentas, métodos e especificações

May 06, 2026By MontiPower21 min de leitura

A carepa de laminação é uma das razões mais comuns para a falha prematura de sistemas de revestimento. Ela parece limpa — a camada lisa, cinza-azulada, do aço laminado a quente muitas vezes passa por uma verificação visual casual. Mas é eletroquimicamente incompatível com o aço por baixo e mecanicamente pouco confiável como base para o revestimento por cima, e todo grau de preparação de superfície até o metal nu exige sua remoção. Este artigo explica o que é a carepa de laminação, por que ela deve ser removida, quais normas se aplicam, quais métodos de remoção funcionam e como verificar o resultado — incluindo opções sem abrasivo para locais onde o jateamento abrasivo não é possível.

O que é a carepa de laminação?

A carepa de laminação é um revestimento de óxido de ferro em camadas que se forma na superfície do aço durante a laminação a quente. É composta por três fases de óxido de ferro — wustita (FeO), magnetita (Fe₃O₄) e hematita (Fe₂O₃). É mais dura que o aço subjacente, quebradiça e eletroquimicamente catódica em relação ao metal base, o que a torna um fator de corrosão e de falha do revestimento se for deixada no lugar.

Como a carepa de laminação se forma

Quando o aço passa por um laminador a quente em temperaturas acima de 700 °C, a superfície reage com o oxigênio da atmosfera e forma uma crosta de óxido em camadas. A camada mais externa é a hematita (Fe₂O₃), abaixo dela a magnetita (Fe₃O₄) e, mais próxima do substrato de aço, a wustita (FeO). Essa estrutura em camadas forma-se rapidamente e adere com firmeza ao aço recém-laminado — com firmeza suficiente para sobreviver ao transporte, ao armazenamento e ao manuseio sem desprendimento aparente.

Por que a carepa de laminação é um problema para os revestimentos

A carepa de laminação causa a falha do revestimento por três mecanismos que atuam ao mesmo tempo quando um revestimento é aplicado sobre carepa intacta.

  • Corrosão galvânica. A carepa de laminação é catódica em relação ao aço sobre o qual se encontra. Onde ela é descontínua — trincada, lascada ou porosa —, o aço exposto torna-se o ânodo de um par galvânico. A corrosão se concentra nesses pontos e se propaga lateralmente sob o revestimento, causando empolamento e delaminação que se espalham muito além do defeito original.
  • Má aderência. A carepa de laminação tem um coeficiente de dilatação térmica diferente do substrato de aço. Os ciclos de temperatura causam movimento diferencial, rompendo a ligação entre a carepa e o aço — e levando o revestimento junto. Mesmo quando o ensaio inicial de aderência passa, os sistemas de revestimento aplicados sobre a carepa de laminação tendem a ter vida útil nitidamente menor em ambientes de ciclos térmicos.
  • Aprisionamento de sais solúveis. A carepa trincada e porosa retém umidade e contaminantes. Cloretos e sulfatos se acumulam sob ela e em seu interior durante o armazenamento, o transporte e a exposição ao ar livre. Quando um revestimento é aplicado sobre carepa de laminação contaminada, esses sais ficam selados e pode ocorrer empolamento osmótico. O remédio confiável é a remoção da camada de carepa, seguida de ensaio de contaminação por sais conforme o SSPC-Guide 15 ou a ISO 8502-6 / ISO 8502-9, quando a especificação o exigir.

Quais normas exigem a remoção da carepa de laminação?

Todas as principais normas internacionais de preparação de superfícies tratam da carepa de laminação. O grau de remoção exigido varia conforme a norma — e, portanto, conforme a especificação do revestimento e o ambiente de serviço. Os graus de limpeza por jateamento (SP 5, SP 10, SP 6) e os graus de ferramenta elétrica até o metal nu (SP 11, SP 15) exigem a remoção de toda a carepa de laminação visível; os graus de limpeza manual e com ferramenta elétrica (SP 2, SP 3) não.

Norma Equivalente Requisito quanto à carepa de laminação Aplicação típica
SSPC-SP 5 / NACE No. 1 ISO 8501-1 Sa 3 Livre de toda carepa de laminação, ferrugem, revestimento e matéria estranha visíveis; sem manchas Imersão, offshore severo, interior de oleodutos
SSPC-SP 10 / NACE No. 2 ISO 8501-1 Sa 2½ Toda a carepa de laminação visível removida; manchas leves admitidas em no máximo 5% de cada unidade de área Topside offshore, industrial, infraestrutura de energia
SSPC-SP 6 / NACE No. 3 ISO 8501-1 Sa 2 Toda a carepa de laminação visível removida; manchas admitidas em até 33% de cada unidade de área Ambientes de serviço moderados
SSPC-SP 11 — (ferramenta elétrica, metal nu) Toda a carepa, ferrugem e tinta removidas, exceto no fundo dos pites; perfil mínimo de 25 µm (1 mil) Manutenção e reparo onde o jateamento é impraticável
SSPC-SP 3 ISO 8501-1 St 3 Carepa de laminação solta removida; a carepa firmemente aderida pode permanecer Manutenção de baixa exposição, superfícies não críticas
SSPC-SP 2 ISO 8501-1 St 2 Carepa de laminação solta removida; a carepa firmemente aderida pode permanecer Somente proteção temporária

Para sistemas de revestimento especificados em projetos offshore, de energia ou navais, a SSPC-SP 10 / Sa 2½ costuma ser o requisito mínimo de preparação de superfície — consulte sempre a ficha técnica do revestimento e a especificação do projeto. A SSPC-SP 5 / Sa 3 é comumente especificada quando se espera imersão total ou exposição contínua em zona de respingo.

Especificando a preparação de superfícies para um projeto? Envie-nos a ficha técnica do revestimento e a condição do substrato, e um especialista indicará qual grau e método de preparação são realistas para o seu local. → Solicitar uma recomendação de método

Métodos de remoção da carepa de laminação do aço

A remoção da carepa de laminação se divide em quatro categorias gerais de métodos: jateamento abrasivo, tratamento químico, métodos térmicos e métodos mecânicos. Cada um traz compromissos em desempenho, custo, portabilidade e conformidade regulatória. A escolha certa depende do ambiente do local, do grau de preparação de superfície exigido, da infraestrutura disponível e de o trabalho ser de fabricação de obra nova ou de manutenção em serviço.

Jateamento abrasivo (granalha angular, granalha esférica, areia)

O jateamento abrasivo — acelerar granalha angular, granalha esférica de aço ou outros meios em alta velocidade contra a superfície do aço — continua sendo a referência para a remoção da carepa de laminação em grandes áreas na fabricação de obra nova. Alcança de forma confiável a SSPC-SP 10 e a SP 5 em grandes superfícies contínuas e produz o perfil de ancoragem exigido pelos sistemas epóxi de alta espessura e de aspersão térmica. No entanto, não é adequado a todos os ambientes nem a todos os escopos de trabalho.

  • Onde funciona bem: cabines e pátios de jateamento para a fabricação de aço estrutural; construção de embarcações novas; preparação estrutural de grandes áreas onde o confinamento é prático.
  • Onde tem dificuldade: áreas classificadas ATEX em plantas em operação, onde o jateamento costuma ser restringido pela avaliação de risco de ignição e pelo sistema de permissões do local; ativos em operação onde o confinamento não é prático; espaços confinados; reparos pontuais em que mobilizar o equipamento de jateamento custa mais do que a área justifica; e serviços em que o abrasivo usado, misturado a revestimento com chumbo ou cromatos, se torna um fluxo de resíduos perigosos.

Decapagem química e tratamento ácido

A decapagem dissolve a carepa de laminação por imersão em ácidos, ou aplicação deles — tipicamente ácido clorídrico ou sulfúrico, às vezes ácido fosfórico para contaminação mais leve. É muito usada no processamento de tubos e chapas, onde a imersão total em um banho controlado é prática.

  • Onde funciona bem: laminadores de tubos, linhas de tiras e instalações de fabricação controladas, com infraestrutura de banho ácido e tratamento de resíduos.
  • Onde tem dificuldade: aplicações em campo; manutenção em serviço; grandes componentes estruturais que não podem ser imersos; locais onde o manuseio de ácidos e o ácido usado são preocupações regulatórias (nos EUA, o licor de decapagem usado no acabamento de aço é um resíduo perigoso listado, K062). A decapagem não deixa perfil de ancoragem e introduz risco de fragilização por hidrogênio em aços de alta resistência, o que limita seu uso em elementos estruturais em serviço sensível à fadiga.

Limpeza com chama

A limpeza com chama usa um maçarico de múltiplas chamas para aquecer rapidamente a superfície do aço. A dilatação térmica diferencial entre a carepa de laminação e o aço faz a carepa trincar e se desprender, e a carepa solta é então removida com escova de aço. Remove apenas parte da carepa, não cria perfil de ancoragem e, por si só, não alcança um grau de metal nu ou de limpeza por jateamento. Foi em grande parte substituída por métodos mecânicos.

  • Onde funciona bem: tratamento de pré-fabricação de aço estrutural onde o trabalho a quente com chama aberta é permitido e a carepa residual é aceitável para a especificação.
  • Onde tem dificuldade: ambientes ATEX; zonas sem trabalho a quente; qualquer especificação que exija limpeza do tipo SP 10 ou um perfil medido sem jateamento ou perfilamento mecânico posterior; seções de parede fina sujeitas a distorção.

Métodos mecânicos: agulhadoras, escovas de aço, esmerilhadeiras angulares, ferramentas de cerdas

Os métodos mecânicos removem a carepa de laminação por impacto ou abrasão física. Vão de ferramentas manuais básicas a ferramentas elétricas especializadas, e o desempenho varia muito. O impacto é o que importa: a carepa de laminação é um óxido quebradiço sobre um aço dúctil, de modo que um impacto agudo a fratura e a ejeta, enquanto o atrito tende a poli-la. Uma escova de aço manual chega a St 2, no máximo; um Bristle Blaster® produz, em testes documentados, limpeza comparável a Sa 2½ (até Sa 3) com um perfil de ancoragem controlado.

Ferramenta Limite típico Perfil de ancoragem Observações
Escova de aço (manual) SSPC-SP 2 / St 2 Não cria Remove apenas a carepa solta; a carepa firmemente aderida permanece
Escova de aço elétrica SSPC-SP 3 / St 3 Não cria; pode degradar um perfil existente Tende a polir a carepa aderida em vez de removê-la
Agulhadora / escarificador SSPC-SP 11 possível se o perfil for verificado Irregular; precisa ser medido Eficaz em corrosão pesada, arestas e respingos de solda; baixa taxa de cobertura
Esmerilhadeira angular (disco) Metal nu, com perda de metal Raso e direcional; difícil de controlar As marcas de esmerilhamento seguem uma só direção; é fácil criar pontos baixos
Disco de lamelas / disco de fibra Metal nu em áreas pontuais; perfil muitas vezes abaixo da especificação 30–40 µm medidos em ensaios em estaleiro Adequado para chanfrar bordas e preparação moderada; não substitui o grau de jateamento
Bristle Blaster® SSPC-SP 11; limpeza comparável a Sa 2½ / SSPC-SP 10 (até Sa 3) em testes documentados Rz de 65–85 µm em aço padrão; até Rz de 120 µm Versão pneumática avaliada conforme ATEX para a zona 1 de gás e a zona 21 de poeira

O Bristle Blaster®: remoção mecânica da carepa de laminação comparável à SP 10

O Bristle Blaster® é uma ferramenta elétrica de impacto rotativo que remove carepa de laminação, ferrugem e revestimento existente enquanto cria um perfil de ancoragem na mesma passada — sem meio abrasivo. Em testes documentados, produz limpeza comparável a SSPC-SP 10 / Sa 2½ (até Sa 3); os resultados em cada trabalho variam conforme o tipo de aço, o grau de ferrugem, a correia e a técnica.

Como ele remove a carepa de laminação

O Bristle Blaster® funciona de forma diferente da escovação com escova de aço. As pontas de arame temperadas e inclinadas para a frente da correia rotativa são retidas por uma barra aceleradora e depois liberadas, de modo que golpeiam o substrato em alta velocidade e retornam, em vez de arrastar sobre ele. Cada impacto fratura e ejeta a camada de carepa de laminação, encrua a superfície e deixa uma pequena cratera — o que forma o perfil de ancoragem. O mecanismo foi descrito em pesquisa da NACE pelo Prof. Robert J. Stango (Marquette University); seu artigo de 2014 sobre o bristle blasting relatou tensão residual de compressão na camada próxima à superfície — uma assinatura de mecanismo de impacto, e não de abrasão.

Perfil e limpeza: o que esperar

Resultados documentados em aço de oleoduto API 5L padrão:

  • Limpeza: comparável a SSPC-SP 10 / Sa 2½; comparável a Sa 3 com passadas adicionais
  • Perfil de ancoragem: Rz de 65–85 µm (2,6–3,3 mil) com a correia padrão; até Rz de 120 µm no máximo
  • Taxa de produção: cerca de 1,1 m²/h com uma única correia (tubo API 5L X42, grau de ferrugem B); em torno de 3 m²/h em superfícies planas com os modelos Double
  • Medição do perfil: ASTM D4417 Método C com fita réplica Testex Press-O-Film® X-Coarse (faixa de 38–115 µm / 1,5–4,5 mil); subtraia da leitura do micrômetro o suporte de Mylar de 50,8 µm (2 mil)

Onde é especificado

O Bristle Blaster® é usado para a remoção de carepa de laminação e corrosão em infraestrutura de energia, plataformas offshore, oleodutos e manutenção industrial — os estudos de caso documentados da MontiPower® incluem um projeto de cordões de solda da Shell e o revestimento de juntas de campo para a Total E&P na Bolívia. Costuma ser escolhido para escopos de manutenção em serviço em que o jateamento abrasivo não está disponível, não é permitido ou não é econômico.

Avaliação ATEX

O Bristle Blaster® Pneumatic passou por uma avaliação de conformidade ATEX 2014/34/EU como equipamento da Categoria 2 para a zona 1 de gás explosivo e a zona 21 de poeira explosiva; a marcação (II 2G c IIA T4 X) aplica-se a correias Bristle Blaster® específicas usadas na unidade de acionamento pneumática original. É totalmente pneumático, sem componentes elétricos, de modo que a preparação de superfícies pode prosseguir em refinarias, plataformas e instalações petroquímicas onde as ferramentas elétricas são excluídas. A avaliação ATEX não substitui a permissão do local: se o trabalho pode prosseguir em uma área classificada é decidido pela zonificação, pela avaliação de riscos e pelo sistema de permissões do operador.

Limpeza comparável à SP 10 sem jateamento. Em testes documentados, o Bristle Blaster® produz limpeza comparável a SSPC-SP 10 / Sa 2½ com um perfil de ancoragem Rz de 65–85 µm — sem meio solto nem confinamento de jateamento, e em uma versão pneumática avaliada conforme ATEX para áreas perigosas.

Remoção de carepa de laminação pesada ou combinada com ferrugem: o Método Two-Step

Em aço com corrosão pesada e uma camada espessa de carepa de laminação — comum em aço estrutural armazenado, tubos envelhecidos ou superfícies parcialmente tratadas e deixadas assim —, uma abordagem de passada única com o Bristle Blaster® pode exigir várias passadas ou um tempo de ciclo prolongado. O Método Two-Step da MontiPower resolve isso com uma ferramenta dedicada de pré-tratamento.

Etapa 1: Tercoo® — remoção de corrosão pesada e de revestimento

O Tercoo® é um disco de pinos de carboneto de tungstênio que roda na mesma unidade de acionamento do Bristle Blaster®. Foi projetado para a remoção rápida de ferrugem pesada, corrosão laminada e revestimento antigo — o material que, de outra forma, entupiria ou retardaria uma correia Bristle Blaster®. O disco Tercoo® remove a contaminação volumosa sem gerar calor significativo nem distorcer o substrato.

Etapa 2: Bristle Blaster® — limpeza e perfilamento

Quando o Tercoo® tiver removido a contaminação volumosa, o operador troca para a correia Bristle Blaster® na mesma unidade de acionamento. O Bristle Blaster® leva então a superfície a uma limpeza comparável à SP 10 com um perfil de ancoragem controlado. Juntas, as duas etapas cobrem a gama de condições de carepa de laminação e ferrugem normalmente encontradas em campo, sem meio abrasivo nem mobilização adicional.

Como escolher o método certo de remoção da carepa de laminação

Condição / restrição do local Método recomendado Observações
Fabricação de obra nova, cabine de jateamento disponível, SP 10 ou SP 5 exigida Jateamento abrasivo O mais eficiente para grandes áreas contínuas em ambiente controlado
Área ATEX zona 1 / zona 21 em planta em operação Bristle Blaster® Pneumatic (avaliado conforme ATEX) Totalmente pneumático; sujeito à permissão do local e à avaliação de riscos
Manutenção em serviço, reparo pontual, sem confinamento de jateamento Bristle Blaster® Sem confinamento nem resíduos de meio abrasivo; limpeza comparável à SP 10 em testes documentados
Espaço confinado — ventilação limitada Bristle Blaster® (elétrico, sem fio ou pneumático) Sem nuvem de poeira abrasiva; a carepa e a ferrugem removidas ainda geram poeira — use exaustão e proteção respiratória
Ferrugem pesada e carepa de laminação combinadas Método Two-Step: Tercoo® + Bristle Blaster® Troca rápida de ferramenta; mesma unidade de acionamento
Tubo ou tira em instalação de fabricação controlada Decapagem química Eficiente para linhas de produção contínuas; não para uso em campo; sem perfil
Áreas planas maiores de aço estrutural novo, acabamento do tipo SP 10 exigido, jateamento indisponível Bristle Blaster® Double (cerca de 3 m²/h em superfícies planas) Maior taxa de produção sem infraestrutura de jateamento
Proteção temporária, carepa firmemente aderida aceitável (SP 2 / St 2) Escova de aço manual ou elétrica Não adequado para revestimentos com garantia nem para sistemas de alto desempenho

Verificação da remoção da carepa de laminação: métodos de inspeção

Concluída a remoção da carepa de laminação, dois parâmetros são verificados antes da aplicação do revestimento: a limpeza da superfície e o perfil de ancoragem. A limpeza é definida pelo grau SSPC/NACE ou ISO; o perfil mínimo é definido pela SSPC-SP 11 (para limpeza com ferramenta elétrica até o metal nu), pela ficha técnica do revestimento ou pela especificação do projeto.

Verificação da limpeza

A limpeza é avaliada visualmente em relação às fotografias de referência da ISO 8501-1 (para os graus de ferrugem A–D) ou à SSPC-VIS 1. Para um resultado SP 10 / Sa 2½, a superfície deve corresponder à referência, com manchas em no máximo 5% de cada unidade de área. Sob luz rasante, a superfície deve apresentar uma textura fosca uniforme, sem carepa cinza-azulada remanescente fora do fundo dos pites. Um perfil abaixo do mínimo da especificação em aço com carepa de laminação sugere que a carepa foi polida, e não removida.

Medição do perfil de ancoragem

O perfil de ancoragem é medido conforme a ASTM D4417 — Método B (micrômetro de profundidade) ou Método C (fita réplica). O Método C, com fita réplica Testex Press-O-Film®, é amplamente usado para verificação e documentação em obra.

Procedimento do Método C:

  • Selecione fita do grau X-Coarse (faixa de medição de 38–115 µm / 1,5–4,5 mil) para superfícies preparadas com o Bristle Blaster®
  • Aplique a fita na superfície preparada e brunha-a com a ferramenta fornecida no kit até que a espuma compressível fique uniformemente escurecida
  • Meça a espessura da fita com um micrômetro de mola calibrado
  • Subtraia a espessura do suporte de Mylar (50,8 µm / 2 mil) da leitura para obter o perfil de superfície (altura pico a vale)
  • Faça o número de leituras exigido pela especificação por área representativa; registre a média e a amplitude

Em aço API 5L preparado com o Bristle Blaster®, espere leituras do micrômetro de aproximadamente 116–136 µm, correspondentes a um perfil de 65–85 µm após subtrair o suporte.

Ensaio de sais solúveis

Após a remoção da carepa de laminação, recomenda-se o ensaio de sais solúveis em qualquer superfície exposta a contaminação atmosférica marinha, offshore ou industrial. Use o método do patch Bresle com medição de condutividade (ISO 8502-6 / ISO 8502-9, SSPC-Guide 15) ou um método equivalente. A divisão M-TESTCO da MontiPower fornece equipamentos de ensaio e inspeção para verificar a preparação de superfícies no local. Os limites de aceitação são definidos pela especificação do revestimento; muitas especificações navais e offshore usam limites da ordem de 20 mg/m² (2 µg/cm²), e algumas são mais rigorosas — confirme o valor antes de testar.

Perguntas frequentes

É possível pintar sobre a carepa de laminação?

É possível aplicar tinta sobre a carepa de laminação, mas os revestimentos sobre carepa intacta tendem a ter vida útil muito menor. A carepa é catódica em relação ao aço, de modo que, onde quer que ela trinque ou lasque, a corrosão se concentra sob o revestimento. A maioria das fichas técnicas de sistemas de proteção exige a remoção da carepa de laminação, tipicamente até SSPC-SP 10 / Sa 2½ ou SSPC-SP 11, e as garantias geralmente dependem do cumprimento da preparação especificada.

Uma escova de aço remove a carepa de laminação?

Uma escova de aço manual remove apenas a carepa solta e parcialmente desprendida, chegando a SSPC-SP 2 (St 2), no máximo. A carepa firmemente aderida em aço novo laminado a quente permanece no lugar, e a escovação elétrica (SSPC-SP 3 / St 3) tende a poli-la em vez de removê-la. Para um grau de metal nu ou um resultado comparável à SP 10, use uma ferramenta de impacto, como o bristle blasting, ou o jateamento abrasivo.

Qual é a diferença entre carepa de laminação e ferrugem?

A carepa de laminação forma-se durante a fabricação, em alta temperatura, como um óxido de ferro denso e em camadas: cinza-azulado, mais duro que o aço e firmemente aderido em material novo. A ferrugem forma-se depois, por corrosão eletroquímica na presença de umidade e oxigênio; é marrom-alaranjada, porosa e mais fraca. No aço envelhecido, as duas ocorrem juntas, muitas vezes com ferrugem sob a carepa trincada — o caso que o Método Two-Step (Tercoo® e depois Bristle Blaster®) resolve.

Qual é a dureza da carepa de laminação?

Os óxidos da carepa de laminação, em particular a magnetita, são consideravelmente mais duros que o aço estrutural doce, como o S235 ou o A36, e a carepa é quebradiça enquanto o aço é dúctil. É por isso que as ferramentas de atrito tendem a polir a carepa em vez de removê-la, e por que os métodos de impacto, que fraturam e ejetam o óxido quebradiço, a removem de forma mais confiável.

A remoção da carepa de laminação é exigida antes da soldagem?

Os códigos e procedimentos de soldagem geralmente exigem que as faces da solda estejam livres de carepa solta ou espessa, ferrugem, óleo, umidade e outros contaminantes que causam porosidade e inclusões; quanta carepa firme pode permanecer depende do código e da especificação do procedimento de soldagem. O esmerilhamento é o método usual antes da soldagem. O Bristle Blaster® é usado principalmente após a soldagem, para preparar cordões de solda e zonas afetadas pelo calor para o revestimento.

É possível remover a carepa de laminação sem jateamento de areia?

Sim. O bristle blasting remove a carepa de laminação firmemente aderida sem meio abrasivo e, em testes documentados, produz limpeza comparável a SSPC-SP 10 / Sa 2½ com um perfil Rz de 65–85 µm. É usado onde o confinamento de jateamento é impraticável: reparos pontuais, espaços confinados, manutenção em serviço e, com o Bristle Blaster® Pneumatic avaliado conforme ATEX, áreas classificadas sujeitas à permissão do local.

Quanto tempo leva a remoção da carepa de laminação?

Com um Bristle Blaster® de correia única, uma taxa documentada é de cerca de 1,1 m² por hora em tubo API 5L X42; os modelos Double chegam a cerca de 3 m² por hora em superfícies planas. As taxas reais dependem do aço e da condição da carepa e da ferrugem. No ensaio de campo da Wales & West Utilities, um pequeno reparo de corrosão levou 45 pessoas-minuto com bristle blasting contra 260 com jateamento abrasivo, principalmente devido à montagem e à limpeza.

Que norma SSPC trata da remoção da carepa de laminação?

A SSPC-SP 10 / NACE No. 2 (ISO 8501-1 Sa 2½) é o grau de jateamento mais comumente especificado: toda a carepa de laminação visível removida, com manchas em no máximo 5% de cada unidade de área. A SSPC-SP 5 / NACE No. 1 (Sa 3) não admite manchas. Para ferramentas elétricas, a SSPC-SP 11 exige metal nu com um perfil mínimo de 25 µm. O bristle blasting atende à SP 11 e dá resultados comparáveis à SP 10.

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Fontes

  1. KTA-Tator, Industry Standards for Surface Preparation (definições de SP 2, SP 3, SP 6, SP 10, SP 11 e SP 15). kta.com
  2. SSPC-SP 3, Power Tool Cleaning. Cópia da norma
  3. SSPC-SP 11, Power Tool Cleaning to Bare Metal. Cópia da norma
  4. R. Dankiw, D. Fosdike, Defining Mechanical Surface Preparation Standards with Power Tools, Corrosion & Prevention 2018. PDF
  5. R. J. Stango et al., Compressive Residual Stress Generated by Bristle Blasting Process with Implication upon SCC, NACE (2014). semanticscholar.org
  6. Fichas técnicas da MontiPower: Bristle Blaster® Pneumatic, Bristle Blaster® Ultimate Electric, Bristle Blaster® Belts Steel; MontiPower, Peak Times Moments: ensaio de campo da Wales & West Utilities.
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